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| Patrimônio | Basílica | Infra-estrutura | Romaria | Graças e Fatos
É uma prática de piedade popular. É uma experiência de peregrinação religiosa feita a algum santuário distante para se estabelecer uma relação afetiva com o Sagrado, a fim de conseguir graças ou superação dos males.
Corre com bons fundamentos, e ouvimos a nossos antigos, que esse homem ao desprender-se, de vertiginosa altura, implorou, num grito de desespero, o socorro de São Francisco; a queda seria fatal, atendendo à altura em que trabalhava ele. Mas, prodigiosamente, mal gritou pelo nome do Santo, sentiu-se suspenso pela camisa à ponta de uma tábua, sendo imediatamente salvo e retirado dali pelos outros operários. Diz-nos ainda a tradição dos nossos antepassados que, quando Francisco Xavier de Medeiros deu início aos primeiros fundamentos da Capela votiva de São Francisco, o terreno escolhido para a sua colocação pertencia a três proprietários residentes na capitania de Pernambuco, cujo terreno fazia parte da velha fazenda Renguengue; estes, por seu procurador, opuseram-se à continuação da obra iniciada, negando-se a vender o terreno ou doá-lo ao Santo, como lhe propôs Medeiros, e puseram embargo judicial à obra. Aconteceu, porém, que um deles logo em seguida caiu gravemente enfermo, do que veio a falecer. Igual sorte teve o segundo, e o último, finalmente, adoecendo também, prometeu fazer doação a São Francisco do terreno em que estava sendo edificada a Capela, caso por sua intervenção chegasse a restabelecer-se. Efetivamente, logo que recobrou a saúde fez doação das referidas terras à margem esquerda do Rio Canindé. Este fato corroborado com o incidente do pedreiro já mencionado, parece-nos, foi a origem principal das peregrinações a São Francisco de Canindé, ou pelo menos concorreu em dar-lhes maior desenvolvimento.
WILLEKE, Frei Venâncio, OFM. São Francisco das Chagas de Canindé. Salvador-BA. Mensageiro da Fé, 1962.
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